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Filme

O Som do Silêncio me levou para uma experiência de imersão arrebatadora e poética. Poderia falar por horas e dias talvez, mas fiz um recorte!

O roteiro nos coloca dentro da cabeça do protagonista, literalmente, mas isso é spoiler e não quero me alongar!

A perda gradual da audição, do amor, da identidade, de si, tornam esta jornada de elaboração ainda mais comovente e apontam para o tempo.

Lacan, em seus Escritos, nos ensina sobre este tema que dialoga com três instantes e que considero aqui, um detalhe importante na história do personagem.

O instante de ver (na certeza imediatista de que esta é a verdade), o tempo de compreender (quando nos colocamos em dúvida, quando estamos "trabalhando nIsso") e o momento de concluir (entre a certeza, a perda desta e sua asserção novamente, diante da angústia que precede o desfecho). O sublime e poético, instante de liberdade (não toda!)

Algo que acontece pela via dos equívocos ou, se preferirem, obstáculos, perdas, tropeços, luto. Portanto, um trabalho que não se dobra ao tic tac do relógio mas que torce a lógica e nos presenteia com a surpresa do encontro com o desejo, o desejo de si.

Um filme belíssimo e muito bem "elaborado" 😉


Filme: O som do silêncio.

Texto: O tempo lógico e a asserção da certeza antecipada. Lacan, 1945.


 
 
 

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