Filme
- Psico Caroline Hegele
- 4 de ago. de 2021
- 1 min de leitura
O Som do Silêncio me levou para uma experiência de imersão arrebatadora e poética. Poderia falar por horas e dias talvez, mas fiz um recorte!
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O roteiro nos coloca dentro da cabeça do protagonista, literalmente, mas isso é spoiler e não quero me alongar!
A perda gradual da audição, do amor, da identidade, de si, tornam esta jornada de elaboração ainda mais comovente e apontam para o tempo.
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Lacan, em seus Escritos, nos ensina sobre este tema que dialoga com três instantes e que considero aqui, um detalhe importante na história do personagem.
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O instante de ver (na certeza imediatista de que esta é a verdade), o tempo de compreender (quando nos colocamos em dúvida, quando estamos "trabalhando nIsso") e o momento de concluir (entre a certeza, a perda desta e sua asserção novamente, diante da angústia que precede o desfecho). O sublime e poético, instante de liberdade (não toda!)
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Algo que acontece pela via dos equívocos ou, se preferirem, obstáculos, perdas, tropeços, luto. Portanto, um trabalho que não se dobra ao tic tac do relógio mas que torce a lógica e nos presenteia com a surpresa do encontro com o desejo, o desejo de si.
Um filme belíssimo e muito bem "elaborado" 😉
Filme: O som do silêncio.
Texto: O tempo lógico e a asserção da certeza antecipada. Lacan, 1945.

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